LEQUES


Restauro de leque com tecido em renda de seda em cor azul da Prússia, séc. XIX.
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Por efeito do tempo, uma porção significativa da seda original, pintada à mão, encontrava-se em falta e, do mesmo modo, a restante ameaçava desfazer-se ao simples toque. Em sua substituição, optou-se pela aplicação de uma belíssima renda em seda azul da Prússia com motivos vegetalistas, orlando-a com uma bordadura igualmente azul. A nova renda passou pela técnica antiga do plissado/gomado manual.Uma das varetas, com delicado trabalho a buril, estava incompleta pela metade, e foi refeita. A borla original foi preservada mas tingida em tom terra de siena queimada.


Restauro de leque em marfim com tecido em renda de seda de cor champanhe, séc. XIX.
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Do tecido original já nada restava, apenas se mantinham, integrais, as varetas em marfim, deliciosamente esculpidas e transfuradas. Em consonância, e a fim de realçar a sua beleza, aplicou-se-lhes uma renda em tom champanhe de padrão floral, rematando com um subtil folho do mesmo teor. A nova renda passou pela técnica antiga do plissado/gomado manual. O resultado manteve a graciosidade do leque e respeitou a sua antiguidade.


Restauro de leque em marfim e decorado com folhas de papel, dos anos 1845-50.
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Para a recuperação deste leque, em marfim e papel, dos anos 1845-50, foi necessária uma exaustiva intervenção. As folhas duplas apresentavam diversos problemas e algumas das varetas estavam fortemente coladas entre si (possivelmente devido a um antigo derrame de licor, pelo elevado teor alcoólico açucarado). Também a guarda frontal se encontrava quebrada e com algumas perdas. As faltas foram refeitas e no geral a recuperação foi bem-conseguida, exceto no que respeita a algumas pequenas manchas irreversíveis que, não obstante, foram atenuadas.


Restauro de leque em marfim e decorado com tecido em seda, anos 1860-70.
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A acentuada fragilidade da seda deste leque era notória, já que o mesmo deve datar dos anos 1860-70. A seda, originalmente dupla (montada em duas faces), estava rasgada em múltiplas zonas. Algumas das varetas em marfim (de ambos os lados) igualmente se encontravam quebradas. Foi necessário um trabalho de minúcia (e alguma peculiar paciência) para a total recuperação deste leque.


Restauro de leque de penas de cegonha dos finais do séc. XIX.
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Este leque, de penas de cegonha, encontrava-se em razoável estado de conservação, com apenas alguma sujidade, própria da idade, e pequenos danos circunscritos a duas das penas. Foi integralmente limpo, polido e sustentado por dois novos botões no eixo da articulação, que se encontravam em falta.


Restauro de leque Mandarim, de duas faces em papel e seda, com varetas e guardas em madeira de sândalo esculpidas em baixo relevo e vazadas. As pinturas de ambas as faces exibem cenas do quotidiano chinês e as caras das personagens são em marfim relevado. China, séc. XIX.


Restauro de leque de duplas folhas em papel pintado com motivos galantes e decoração gravada e dourada. Varetas e guardas em marfim gravadas e vazadas com dourados. Europa, séc. XIX.


Restauro de leque em marfim tinto de negro, séc. XIX.
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Este leque encontrava-se em razoável estado de conservação, tendo apenas o tecido parcialmente descolado em ambas as guardas e mostrando algum desgaste em diferentes pontos do plissado. Faltava a base de uma das guardas em marfim (na zona que sustenta e permite a articulação), pelo que teve de ser integralmente reparada e reconstruída. As varetas e guardas foram objecto de cuidada limpeza.


Restauro de leque romântico com folhas em crepe-da-china enriquecido com pintura central e figurativa de Pierrot. Varetas e guardas em madeira lacada a negro, com motivos esculpidos e dourados. Séc. XIX.

Mais desenvolvimentos em: www.migueltomaz.pt/galeria_leques.php



















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